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segunda-feira, 14 de junho de 2010

tango

esses outonos
são broches
que guardam o bronze
de uma tarde fria,
outrora, céu azul,
para enfeitar
o inverno
de uma vida
cheia de sudeste...
abaixo da linha
do equador,
apenas a fumaça
de um charuto.
abaixo de Havana
apenas o culto
das pernas
revelando entre cetim
o esconderijo
de uma dança
na atmosfera
de um Gardel...

3 comentários:

flaviadoria disse...

Uma das coisas que eu mais gosto é de ser transportada pra longe pelo texto de outra pessoa. Brigada pela viagem.

Sam disse...

Mas outonos, me fazem pensar em jadins...

E eu, eu gosto!

beijo meu, querido poeta!

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do blog seara de versos. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

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