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domingo, 18 de setembro de 2011

em dias assim

ao meio dia eu faço,
e antes,
um caminho pra rua
onde o passo
é distante,
um grito conflitante
na ira sua
de cansaço...

à tarde,
é crepúsculo
onde ofusco
as linhas tortas
de horizonte,
arrebol de ontem
que desembaço
em linhas tesas
que me equilibro...

à noite,
o céu invade
o berço dos homens
e chama de covarde
quem não teve
hora pra sonhar.

é breve espera
a manhã que
me acorda,
deitar no semblante
o meu dia de sol
e guardar na janela
o instante
que assisto
em dias de chuva...

2 comentários:

Sam disse...

em dias assim
no meio dia da noite
é quando adormeço e germino nos sonhos
uma estrada qualquer pra caminhar
minhas manhas e meus amanhãs.
trago uns pedregulhos preciosos nas mãos
encobrindo os passos guardados na soleira da porta
e na janela de casa, ainda conto
as horas amanhecerem à cada gole de café.

Hugo de Oliveira disse...

Bonito e criativo texto...

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