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sábado, 15 de outubro de 2011

Viés

Não se remenda com trapos
os pedaços arrancados à deriva do dia,
um grito calado - um sussurro,
o próprio silêncio.

Não se remenda a hora esquecida
na labuta, a própria luta
fenecida na guerra.
A própria morte...

Não se costura em fiapos
a dor, um brilho amputado
dos olhos, o instante,
a própria sorte.

Ao preâmbulo da noite, sob o teto
da claridade, esquecemos
pedaços de nós jogados.
E são encantos e tantos
os orvalhos derramados do verniz de existir.

Ao quedar da hora,
as pupilas das estrelas
piscarão seu último sorrir
e tantos fiapos para trás
de singrar o que é sopro e viés
nessa sina de ser gente.

3 comentários:

Anna Amorim disse...

Márcio,

Gostei do teu tecer poético.
Vou circular por aqui.

Beijos,

Anna Amorim

Adriana Karnal disse...

nossa sina de ser gente
sorte de estrela cadente

Hugo de Oliveira disse...

Você é fantástico.

gostei.


abraços

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