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terça-feira, 22 de julho de 2008

Poema desusado

Caminhando e pensando o vento, fuga da vida, alívio perdido, sem sombra, sem sentido
O tempo inspira, expira, vira pó e eu saio só pelo caminho que não sei onde vai dar
O céu inflama, as nuvens passeiam despreocupadas desvirginadas por sopros calados
E perco um segundo sonhando fundo, sou um absurdo sem fim.
É nas sutilezas que descubro o segredo que nunca quis se esconder
Foi assim que o coração fez-se mudo diante das coisas, das virtudes cansadas
Na noite passada, minha cabeça apenas recostou-se sobre o travesseiro já batido e também cansado - pensei: que faço aqui neste inexorável mundo?
Passeios passados, saudades recolhidas e ralhadas pelos velhos farrapos das emoções,
Um cálice da minha descrença derramada nas alegrias que colhi entre um vão e outro
No desembarque em alguma estação de metrô,
Uma nódoa impregnada na minha pele pedindo socorro para fugir para dentro de minha alma
E não sair jamais.
Cansaço é apenas refugo das horas que desperdiço não fazendo nada por ter minhas mãos atreladas ao trabalho, ao produzir meia dúzia de utilidades para servir a necessidade das pessoas, sátira da vida desenhando sobre mim os fios da existência.
No fim de semana passado visitei um amigo que não via há tempos
E fui visitado por uma lembrança, em casa, de pessoas que, talvez, nem lembram mais de mim...

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