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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cidade estranha

Caminho pela calçada
E o tempo se estende
Tropeçando por um instante
Em paralelepípedos deslocados
Uma toalha de esperança
Estendida no chão

Atravessar a ponte
Com um vento frio
A sorrir no horizonte
E a pernas tremem um medo
Coadjuvante
Um medo de auto-falante

Fugir da ausência
Das pessoas em multidão
Atingir a solidão
Com a companhia mais discreta
De um vira-lata viajante

São versos espalhados no ar
Caídos de alguma estante
Ressurgidos n`algum coração vagabundo
A cidade estranha agradece

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