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sábado, 7 de novembro de 2009

Fantástico...

eu não sei porque é
que calo esse desespêro
com o qual coloco
trôpego e cambaleante
esse meu bêbado errante
de vestir cálices na noite...
não sei porque açoite
se me faço obstáculo
de sentir cócegas
nesas estrias de rir
um copo cheio
transbordando afeto
e um aperto de mãos
que acabei de receber...
eu sei apenas, cúmplice,
de estar meus lábios
dormentes, minha cama quente
pedindo o abrigo morno
do meu corpo frio...

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