Longa Milonga
Da carcaça que caça e se faz praça em nós,
fica apenas o lado oblíquo
da nossa irreverência
estendida como um varal de boas vindas
no fundo do quintal.
Da casca que se abre depois das onze,
apenas procuramos o limite tolhido
pelos carrapichos e capins
na pequena trilha que dará fim ao início
da nossa procura,
à cura da nossa loucura,
postura ao limitado.
Surto é estar entre iguais
“quando um monte de gente se junta para não dizer nada em especial”
e ainda fazer um pedido entre parênteses
na ante véspera da vida
encoberta pelos curtos panos
de uma saia.
Obrigado, amiga Renata Braga, pelas considerações, pelas palavras lavradas com o sabor agridoce da sua alma de poetisa ilimitada.
Metamorfose
Recolha os gravetos jogados no chão
E transforme-os em letras
E num cantinho especial
Teça a vida e o momento
Como quem faz uma poesia.
"Ah, antes tudo! Um tudo submerso em fantasias nessas orgias minhas de cada dia – onde meu espelho é mesmo aquela reflexão de nada refletindo uma história criada ao caos do acaso de viver. Pois que viver é um acaso, pois que amar é um caso criado de eternas buscas, é um raso riso oriental onde as pétalas de papoula se abrem discretas"
"e o fino disso tudo ser apenas a pena que eleva onde ninguém mais pesa por falta de coragem"
"Um aço que reveste o frio com uma estopa, farrapos e esmeros, tutela aprendiz de homem, que deixa às mãos do menino, às traças do destino, um riso pueril"
"Vem apreciar as coisas tortas que o acaso não mostrou e regar uma horta de amores..."
"Chegou... Sorriu, fez um aceno e partiu, fez uma reserva de bem querer e deixou aqui guardado em muitos cantinhos Tum, Tum, Tum"
"E eu sei que eu quero você bem mais que perto para me inundar em seus olhos e sorri"
"E assim, o leste que abriga as manhãs, abriga meus dias..."
"Não sei sobre amanhã, nem sobre tuas escolhas, sei apenas que quero estar em ti, quero permanecer como permaneces em mim, sorriso brando"
"Eu sempre me perco de mim, depois me encontro
por ai no olhar perdido de alguém... que queira me encontrar"
"E cheguei, fé, entre a lança e a rosa e agora pingo solidão em gotas de orvalho"
"No céu – a última estrela se apagou, e um resquício da noite acompanha em forma de sombra essa solidão"
"Para aqueles que aqui passaram, um abraço franco e terno, para quem ainda está por vir, seja bem vindo, pois algo novo está por começar. Peguem as agulhas, o crochê e teçam suas vidas como uma poesia, sempre. Que o ano novo seja um despertar de alguém novo que dorme dentro de cada um, que o ano velho seja um viés de aprendizagem, que ajuda sempre a manter equilíbrio e serenidade."
Márcio Ahimsa 31/12/2008
"Na manhã de Abril, meu dia abriu-se num estio com uma lembrança que aconchega e acalma"
"Os pés foram seguindo o vento vestidos de chinelas, lento casamento de liberdade, e a saudade ficou pra trás"
"A boca calada revela muito da vela que se apagou"
5 retalhos:
isso me lembrou a música meditação do tom jobim(...)
beijo poeta
Eu sempre perco a hora do aplauso
"Poema revelado", tem uma alquimia, própria de sua poesia, adorei.
Eu não esqueci um só de todos os meus amigos aqui, e hoje retorno, depois de muito trabalho com o nosso Site, com os 1000 Sonetos, agora poderei estar ao lado de todos , matando as saudades, que se fazem presente ao presente momento,
passa lá no meu cantinho, tem
NATAL
com todos os amigos,
com carinho, Efigênia
Lágrimas geladas num poema revelado.
Cristais garimpados, Márcio.
Beijos amigo.
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