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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Poeminha de entardecer

Deitam-se em mim, anos...
...que vigoram agora,
com o pretexto precoce da solidão,
duas receitas simples de viver:
não colecionar lembranças
que edificaram
a ruína que me sou,
nem flertar com as abas
improváveis do futuro...
Doravante, a folha
que se desprendeu do galho
é queda livre,
é só instante que faz ninho no vento.

5 comentários:

Mai disse...

Senti uma pontinha de nostalgia neste entardecer.
E também em mim o sol esmaece.

Um abraço, meu amigo.

Vivian disse...

...todo entardecer é bordado
com linhas de nostalgia,
gostosa nostalgia.


bj com saudades de vir aqui!

Sam disse...

Esses teus versos teceram em mim um castanho, aquele de entardecer, dos mesmos olhos quando estão voltados para o sol, para a luz!

Beijo grande querido... e um cafuné, daqueles que se fazem assim, de mansinho,por entre os fios, desalinhando o vento na grama, num parque, em tardes de entardecer lembranças!

Lílian Alcântara disse...

a terceira receita simples de viver: não guardar ressentimentos.

Meu companheiro Insônia Registrada teve a conta roubada, então tive que criar outro blog http://lilianalcantara.blogspot.com/

Abraços Márcio

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Márcio,

Estou visitando pela primeira vez este seu blog. Apreciei cada palavra que retrata o como enxerga a vida. Enxerga com carinho e respeito. Dos cantos sem vida, dá vida.
Enfim, essa sua sensibilidade me conquistou. Você é íntegro.

Beijos e eu vou voltar e sem atalhos, porque fiz um link de seu blog,
Ana Lúcia.

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