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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

às vezes

a vida, às vezes,
se manifesta gritando
diante de nós,
um grito de dor,
um brado pelo vazio
da rua deserta,
uma lua distante,
a calçada calada
como única companheira,
cúmplice das madrugadas...
a vida,
às vezes, pede socorro,
e é tanto olhar cego,
é tanto ouvido surdo,
é tanta boca muda...
a vida, sempre, mas sempre,
vem buscar a seiva
das manhãs bem diante
dos nossos pés,
mas é tanto passo apressado,
é tanto compromisso,
é tanta labuta,
é tanto desespero,
que nem notamos o tempero
amargo que fazemos
nessa mistura de água
e azeite no ceio
da cidade vestida
de rua e solidão...

3 comentários:

Sam disse...

É!

E como diz uma canção: que no meio de tudo isso, nunca nos esqueçamos de que a nossa consciência é o nosso grande farol. Que há meses que fazem chuvas, semanas que fazem sol. E,nos dias que tanto faz, que façamos com que o pouco seja muito, seja um olhar, uma sentinela ao nosso redor, ainda mais abrangente. .. E que alcance o outro. O mundo do outro.

Beijo meu, querido!

Dauri Batisti disse...

Mas a vida tem que resistir por nós. Haveremos de ter um olhar diferente, demorado, carinhoso sobre a cidade.

Um abraço

Mai disse...

E somos e dela faremos ser - que façamos mais que às vezes.
ficou lindo, acanhado este texto.
Pareceu-me um texto de alguém com febre ou frágil por algo.
A vida é delicada.
abraços

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