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sexta-feira, 11 de março de 2011

O que dizem as palavras?

A palavra é como uma seta
que voa na direção do infinito
rumando indefinida para o alvo,
a tábua com sua inscrição
romântica de para sempre,
mas acertado ou não,
o que fica é a sensação
primeira que ofusca o olhar
como uma centelha
na iminência do sorrir...

A palavra não é a dor derradeira,
é como um encontro
de desconhecidos, onde
permanece apenas o lustre
da boa apresentação.

Mas palavra, sim, é uma questão
de interpretação,
uma folha leve varrendo o vento
para um olhar distraído,
uma libido desembrulhada,
um toque que alcança
a alma.

A palavra serve mesmo
é para desengavetar saudade
ou espantar a raiva
para outros quintais.
Xingamentos, meu bem,
também são terapias
que nos esvaziam para dentro.

A palavra deve sempre ser nua,
mas sempre vestida de imaginação
e ornada de verdade,
pois quem a diz é sempre
um bom mentiroso.

Por isso, não dê atenção
às palavras soltas ao céu
pela boca infeliz,
verifique o que elas dizem
dentro do coração.

Ah, comece pelo monossilábico
silêncio de um olhar...

3 comentários:

Hugo de Oliveira disse...

Suas palavras são inteligentes.

abraços

Priscila Lima disse...

adoro palavras sinceras rasgadas de verdades mas as vezes só um olhar basta!

Lara Amaral disse...

Ótimo!
Bem dito.

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