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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Circular

Nessa linha circular eu vou,
quase zonzo, os pernas no tombo
arrecadando equilíbrio
para não cair no comboio
da desfaçatez do corpo.
Eu chumbo disfarçando
o ontem para morder o agora,
esgueirado, cuspindo amanhãs
de suspiros imprevistos.
Eu mundo vasto, caio tremulante,
um desvio pedante,
uma roupa deselegante
me pedindo licença para passar,
essas nádegas abundantes...
Pois estava um dia frio,
foi bobagem telegrafada,
um assovio fino,
um ar cortando a face,
esquartejando o olhar
com uma súplica de descanso:
as horas se derramam num corpo,
que se derrama nessas sobras de tempo
que o dia oferece:
no fim, ponto final.

6 comentários:

Luis Eustáquio Soares disse...

mundo, mundo, vasto mundo, poeta, que suas palavras-poema são tecidas e entretecidas por musculaturas de viva-cidades, na abertura do horizonte de ser e de estar através do revés, nas bordas do impossivel.
prazer em conhecê-lo
saudações,
luis de la mancha

Juliana. disse...

O circular movimento da vida e a ela nos entregamos!
Um abraço
Ju

* Leticia * disse...

tem um selo de confraternização pra ti lá na minha varanda!

beijos

Katrina disse...

no ponto final eu perco os sentidos

João Fco. Viégas disse...

Dançando com as palavras!
Congratulações!!
Abs!!

Mai disse...

Coisa linda estes teus lampejos poéticos, Márcio.
Por isto adoro quando vais ao 'inspirar' e soltas a palavra como quem semeia canteiros.

Ainda há tantos poemas teus por lá...

beijos.

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