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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

desigual

de fato
disfarço o desabafo
e arremesso para outros desfechos
não culpo a falta de trato
que, sozinho safo,
e ainda me fecho,
sou sombra de trem
que descobre num trilho
o meu vai e vem
de viajante sem sonhos
não tenho tamanho
e é difícil sucumbir sem estribilho
e vi no asfalto um pedaço de mim
porque sapato não se encontra em padaria
e só alivia
o desespero de não ter preço
porque o começo
é um tempero desigual

5 comentários:

Lara Amaral disse...

De um tanto que serve a poesia, sirvo a ela em desabafo.

Beijo.

Rodrigo Braga disse...

Marcio, tudo bonito, tudo perfeito, nada desigual.

Belo post

Pâmela Grassi disse...

Sucumbe o desabafo entre as palavras,

Juliana. disse...

Desigual como os sentimentos em cada um de nós, como a vida em sua realidade!
Um abraço meu querido amigo!
Ju, lindo o novo design do blog!

Zélia Guardiano disse...

Marcio
É com alegria que encontro o seu Tecer Palavras!
Encantei-me com "desigual" e com todos os seus escritos.
Virei sempre:sigo-te.
Abraço

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