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terça-feira, 2 de novembro de 2010

do avesso

quando dei por mim,
vi que estava aqui, já,
sem intolerância
dessas horas que aprecio.

foi um desses peregrinos,
mais cambaleantes por desatino
do tempo, que por falta de
de valentia,

que eu vi o outro lado
da insensatez - ah minha santa -
observação das coisas.

- é essa peleja! disse minha avó.
porém, aos meus olhos cabem tudo,

o que se imagina, o que se considera.

e aí eu caminhei...
mas gauche mesmo são os outros,
eu sou é do avesso.

2 comentários:

Mai disse...

Viver é pelejar!
E tessitura de verso é assim:
- linha, trama, teia, palavra, mão e todos os nossos avessos.
Porque as horas são mesmo intolerantes.
E o tempo, "o tempo não para", ele passa, menino passarinho.
Então escreva, escreva muito, cante e espante os males, sejam eles quais forem, porque viver, amar e poemar será sempre necessário e preciso.

abraços e mais abraços, amigo poeta. [acho que eu também devo estar pelo avesso...]

Lara Amaral disse...

Eu sou de dobradura, rs.

Muito bom, Márcio!

Beijinho.

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