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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

cúmplice

qual posto é grito
que ocupa nessa arritmia
de cerdas únicas?
e é teorema e paladares

caminhos frios
que eriçam em vergalhões
esses pêlos rarefeitos

nenhuma boca cansada
nega a súplica, a saliência
de um calafrio,
corpo derramado

de escamas,
enquanto engana
a fome de água,
desvirtuada sede
de verter um ato cúmplice

4 comentários:

Sam disse...

Que haja fonte pra descansar o beijo empoeirado, os abraços frouxos...

Que haja calor pra aquecer os calafrios
Que mate a sede das bocas ressecadas pelos dias, pelo sol... o próprio suor.

Que haja lágrimas pra misturar com a chuva

Que haja o tempo e as marés... e um lugar comum, cúmplice entre os extremos.

Meu beijo pra você.

Carla Diacov disse...

Muito obrigada!
te digo o mesmo!


agradabilíssimo passeio por tua letras!

Mai disse...

A cumplicidade é quente na invernia, e leve quando tudo ao redor esquentar. O cúmplice conjuga o verbo companheirar.

belo!

Uni ver sos disse...

A sede da alma não tem fim...
A boca jamais saberá o gosto do infinito,
ela se farta de momentos..

viajei no seu lirismo,

Bjs,

Ξ ѕ t є я ☆

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