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sábado, 23 de outubro de 2010

semáforo

são pedaços de universo
esse endereço
esqueço o meu verso
que um dia fiz

era falta o que eu sentia
aparar a sorte com alicate
desacate essa ira fria
que eu não quis

agora pinto de azul
esse blues que canto
encanto do sul
vento e verniz

e esse semáforo vermelho
se abre em metáforas verdes
perdes teu espelho
tua sina de atriz

e ainda é sorriso
o meu olhar tão raso
acaso que preciso
para me pintar de giz

3 comentários:

Sueli Maia (Mai) disse...

É música, Márcio. É cor e luz para tardes gris.

grande abraço, poetamigo querido

Zélia Guardiano disse...

Maravilha, Marcio!
Um ritmo invejável!Adorei!
Grande abraço

Anônimo disse...

Sonoro, gostei de auscultar!

Beijo carinho.

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