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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

miçangas...

que faz o ébrio
nessa vida dura,
em meio
às criaturas,
preceito
de alguma candura,
senão amar?

o que procura
é um verbo mar
num verde instante
de desatino.

o que te insulta
é fugir sozinho
sem nenhum muro
em seu caminho.

e aqui, decalque,
em desmesura ida,
sorrir descalço
como um menino.

que faz então,
em cárcere de cidade
sem horizonte -
as perdas -

qualquer amante
sem novidade,
ser essa vontade
de algum amar?

qualquer rosa
é um semblante
e os vincos nessa face,
e as crostas
nessas mãos

são as miçangas
de um desamar...

3 comentários:

Katrina disse...

Miçagas, se fazem joias.

Lara Amaral disse...

Seria bom encontrar o verbo mar, assim, em cada beco, junto à poesia.

Beijo!

Sam disse...

Ahhh, mas com miçangas, faço mesmo é um colar.

Poema bonito, tem compasso, embalo e tem perfume bom, pq as palavras, ahhh, elas têm aroma e sabor.

Têm canto.

E eu, adoro vir aqui, nesse encanto de lugar.

Beijo.

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