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domingo, 24 de outubro de 2010

alguma espera...

as pessoas constroem suas loucuras,
encontram suas cortinas
em meio a fumaça da rua,
se vão apressadas pelo labirinto
selvagem, sem enredo,
ladeando o medo pelo indefinível...

porque seus olhos são verdes
e a tarde é cinza?
aqui a calma é um vício
que eu tento matar com ansiedade,
porque saudade é uma forma
de solidão que procura na obsessão
se enxarcar de desatino.

lá fora pode ser que eu esteja mais completo,
nem fraude das horas, nem costume...
o que fica é essa síndrome de acaso,
peleja, inconsistência
do inabalável:

de bar eu bar eu procuro
pelo etílico da noite aquela boca
que me suga de insônia pelo desperdício
dos verbos...
eu não espero resposta, nem agrado,
e ainda peco pela virtude
da palavra escrita com o suor
do meu cansaço.

4 comentários:

Mai disse...

Tardes gris. A espera, a fumaça e as desilusões que restam poemas.

duplo abraço

Adoro estas tuas fases de poesia em profusão.
Sempre me lembram tua pulsão poética de há dois anos atrás.

valeria disse...

adorooo!!!!!!!!!!!!
ler suas poesias é como entrar em um mundo de sonhos, onde tudo é belo e profundo.
Obrigada... por colocar a poesia na minha vida.
beijinhos

Lara Amaral disse...

Muito bom!

Silvana Nunes .'. disse...

Bravo. Muito bem escrita. parabéns.
Saudações Educacionais !

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