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quinta-feira, 30 de julho de 2009

de repente...

de repente,
é apenas um vulto súbito
essa teimosia de viver...
de repente,
é escangalhar as pernas
para o ar e ficar observando
as folhas balançarem.
de repente,
qualquer lamento
não trás de volta
o rio imenso que ficou
para trás.
de repente,
esse rio é mesmo
um eterno curso
que afronta as tempestades,
que desloca as pedras
tão inertes
e vai dar num oceano
de descobertas.
de repente,
acordamos e percebemos
que as águas que já rolaram
transformaram
para sempre
a paisagem do nosso viver:
nos fizeram
a própria paisagem.

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