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terça-feira, 7 de julho de 2009

fim alheio

...é desperdício descomunal
esse vício lícito de viver sombras de amores.
é desperdício esse indício
de adivinhar pensamentos,
morangos silvestres desenhados,
uma face vermelha,
nesse olhar espelhado de um riso bobo.
é desperdício todo resquício
de mim largado ao vento –
solidificado por meus excessos – meus esmeros de viver.
uma palavra é uma larva
que metamorfoseia essa poesia turva dentro de mim...
uma palavra é meu fim, é meu surto,
é meu pranto, é meu manto
que me cobre em noites frias.
é desperdício jogar fora
todas essas aparas que caem de minhas arestas,
pois estas me ligam em transfusão
de viver uma vida desenhada
em estrofes de poemas inacabados...
todo desperdício é sempre um início de mim,
pois começo sempre num fim alheio
onde moro quase sempre despercebido...

4 comentários:

Paulo Tamburro disse...

ASOLUTAMENTE PROFISSIONAL. UM TEXTO CORRETÍSSIMO, IMPECÁVEL.

CADA VEZ CHEGO MAIS A CONCLUSÃO, QUE OS BLOGUES, TEM EGENTE ESCREVENDO MUITO, MAS MUITO MELHORE4S MESMO, DO QUE ESTES CARAS - SEMPRE OS MESMOS E A MESMA CHATICE - DA CHAMADA CRANDE MÍDIA .

pARABÉNS E DESCULPE A CAIXA ALTA, FOI A ALEGRIA QUE O TEXTO ME TRNSMITIU PELA CORREÇÃO.

paula barros disse...

Você me lembra que vivemos realmente de muitos disperdícios.

De pouca coisa que nos acrescenta, muito pelo contrário, nos suga a energia boa.


bjs

O mar me encanta completamente... disse...

Adoro a forma como você
esboça os sentimentos,
e a forma como recheias
as palavras com emoção...

Beijinho

Mai disse...

Maravilhas tecidas por tuas mãos de menino poeta.
Palavras de luz desse vagalume do campo.
Retidão e encantamento é o q sinto quando te leio assim, pleno.

Beijos, amigo lindo.

Adorei o que escreveste no meu texto sobre cigarras e formigas. Penso como tu.

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