ficam as digitais,
as palavras de um dia rústico
e um som enredado
num acústico longo,
as frases mal feitas,
os defeitos, os panos sujos...
de toda poesia enovelada
que teimou como vela acesa
nestas páginas em branco,
fica o sangue seco
ensimesmado como uma nódua
grudada num asfalto frio,
ficam fúria e vento,
atrito lavrado
com esquisitices e absurdos...
o surdo ouve apenas a voz
palpitante do coração,
porém, entre tantos caminhos,
tolhidos ou não,
segue por outras beiras
este poeta sem eiras
de respirar,
de dizer, de amar...
UBE Cast entrevista ADENILDO LIMA
Há 4 semanas

4 comentários:
Eu queria ter escrito isso. Há algo de mim nisso
Teus poemas sempre falam destes sentimentos que carregamos mas não sabemos explicar. Muito bonito!
Um abraço e uma excelente semana
E quando não for nada disto, algo a mais haverá de ficar entre parêntesis. Beijos, poeta.
Se eu tivesse me empenhado mais e tivesse aprendido tocar violão te enviaria um áudio dentro de uns minutos pois compus mentalmente uma música enquanto lia seus versos.
Ah... voltei a escrever creio que já tenha te passado meu novo blog depois do furto do Insônia Registrada: http://lilianalcantara.blogspot.com/
Abraços Márcio
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