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domingo, 30 de maio de 2010

A flor sem pétala

Dentro da rua tem todas as verdades,
esses segredos que se revelam
sem o melindre das conivências,
das roupas sujas que vestem de corpo
a calçada fria cheia de chão...
Tomba um edifício com seu telhado de sombra,
e seus depósitos de lixo,
um ofício meliante,
um cesto abandono para preencher de ceia
todas as fomes - preencher de lar,
todas as vidas, preencher de vida,
uma mera calçada, e os olhos cegos
que ali passam, e a estrada árdua
que é nódua, tatuagem picando a face
com esse tempo ardiloso
de farrapo e flor sem pétala
num canteiro de pedras...

Um comentário:

Mai disse...

E nessa vida 'severina' perambulam Rosas, Margaridas, Jacintas e Dálias - e todas são flores sem pétalas, sem teto, nas ruas.

beijo

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