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domingo, 23 de maio de 2010

tudo que cabe em mim

cabe agora em mim as estruturas
de uma esperança branca
as palavras que tu procuras
teu riso de porcelana,
teu olhar de Bianca
com textura de neve
verso que não engana
pois o giz que em mim escreve
tece de horizonte
o que não fica para trás

cabe agora em mim esse céu de prata
gravura de teus ofícios
um escravo de gravata
combatendo um antigo vício
de deixar na terra
o que era vermelho
e salvar na guerra
o que não era espelho
lançar um grito derradeiro
para capturar na cela a essência da minha paz

cabe agora em mim uma estrela pequena
brilhante e veloz como um vaga lume
aquela ira que ninguém inventa
aquela verdade que ninguém assume
um coração selvagem
abrindo uma cortina sem janela
levar no vento a minha bagagem
que partiu sem ela
forjar no verbo a minha febre
e encontrar no poema esse verso torto que ninguém desfaz

Um comentário:

Efigênia Coutinho disse...

Márcio Ahimsa

Em voc6e cabe um mundo dentro do seu mundo das palavras poéticas, meus cumprimentos,
e um bom domingo, aqui de New York

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