morrem as crianças,
de tanto chorar,
e moram em toda rua.
as pernas tropeçam os montes,
esses vestígios de vigiar
o que não tem a esconder,
e são cimos de ponta cabeça
hierarquizando os tantos
esperando numa fome
a chance de ainda acordar:
a boca arregalada,
os olhos sem freio, ugalhos alheios
num arroio sem meio
de continuar...
varrem as calçadas,
vassouras sem cerdas,
almas vestindo de chão
essas perdas de amanhã.
UBE Cast entrevista ADENILDO LIMA
Há 4 semanas

Um comentário:
e meus pés
vassouram os dias
nessa rua de terra
onde me atrelo todo dia
onde o caminhão e a carreta
é toda a saudade que vou deixando pra trás.
Be:)o
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