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domingo, 26 de junho de 2011

Poema de amanhã

Onde estava esse encanto,
que agora rio, que agora mora
no meu olhar um amanhã no mundo?

Eu procurei pela procissão do dias,
no olho do entardecer, a sua graça.
E vi, na prece de minhas lágrimas,
esse sentir profundo...

E clamando aos montes, ao solitário
verniz que brotou da alvorada,
esse instante, que antes, dizia nada,
somente espera e esmero de existir.

Mas eis que, ao delgado toque
que premedita um futuro, meu eu
desperta a avidez de seus olhos nús
na verde procura de um sonho...

E tamanho é o que se passa, uma tempestade
fazendo revoada aos dias e noites
formando a dança que se revela
num segredo tão singular.

Eu estava aqui, e estavas aí também.
Em cada canto uma espera, em cada
encontro o desalento - Mas, agora,
no canteiro da paciência

a suma presença revelada de não deixar
partir. Sim, somos a idade do porvir,
o sublime de sermos a cor feliz
de um estar junto, velejar no barco

um mar de possibilidades pois,
sem o tolhimento de um desencontro,
somos o infinito na seiva de um sorrir...

2 comentários:

MOISÉS POETA disse...

Gostei do seu blog, meu querido !
aqui tem poesia da boa ...

abraços !

Professor Josimar disse...

Lindos poemas! Parabéns.

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