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sábado, 15 de novembro de 2008

De fundo branco

Andar na pista nu

Na noite muda

Onde a vista alcança

Conversando com o silêncio


Vestir as lágrimas da lua

Que servem como lembrança

De um dia que já passou

Beber o sereno

Para saciar a sede de embriaguês


Colher um sorriso desamparado

Que é só um anfitrião da madrugada

E que tem como melhor amigo

Um vira-lata cortez

Desses que assassinam a sorte

Seguindo um rastro desventurado


Estou limpo da verdade

Que persegue o lúcido pelas abas do dia

Estou vômito

Estou sóbrio

E tenho como companheira

A deselegância de morar na solidão

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