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quinta-feira, 29 de abril de 2010

a última

era assim:
bate na porta
algum toc toc
de um coração maluco

e uma parede puta
vendendo a alma nua
que ficou de sobra
num canudo

tem uma pressa
de destrancar o chão
abrir os passos
e encontrar na curva
algum olhar
que não me viu

estancar o desespero
pegar no
desenlevo da feira
toda ar que não partiu

parir na avenida
alguma ida
alguma vida
sem endereço

3 comentários:

Sam disse...

... Mas o meu olhar te viu!

E te ve, mesmo na ida, quando na vinda.. se vai.
Quando, ainda, se quer, sdwe espera voltar e, se possível, sem mais partir desse abraço meu.

Beijo meu... nos olhos teus.
Sam

Mai disse...

E tudo sangra quando se parte ou parteja. Beijos, poeta.

Erica Maria disse...

Mas adoro o q escreves!

Pulsar por aqui é sempre tão bom!!!

Bjos no seu coração!

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