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quinta-feira, 26 de maio de 2011

claro enigma

durante o dia,
é azáfama e fuga
do que me atormenta
a noite: deitar meu sonho
em meu pranto,
olhar o futuro
e ver que não está aqui,
minha pele arrancada
e o frio que me dá,
sozinho,

sem a brancura desse sorrir,
sem me sentir palhaço,
quando foi mesmo
que eu me fiz aço?
procurar em vão,
no infinito,
o mesmo encontro
daquele nosso abraço...

hoje, tenho preguiça
de perguntar:
onde foi mesmo que eu me deixei
partir?

olhos turvos,
nenhuma cor me cingiu de cinza
mais que essa falta
de presente,
ninguém mais sente
essa chuva derramada
que reflete nesse espelho
que só cabe dentro de mim...

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