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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Fitas de ontem

De repente,
é só perder
o que não tem mais uso,

jogar fora os broches
e os botões,
pois a fenda aberta
não desata um nó

– prende
a vida de amarras

– velhas fitas de ontem,
que não guardam
mais nenhum presente.

5 comentários:

Sam disse...

Precisamos aprender a construir mais laços. E não apertar os nós.

Ah, as fitas não guardam mesmo. Se desbotam, desfiam... mas ali permanece no tempo, em sua caixa coração.

O presente tempo, o tempo presente... mesmo que tenha sido de ontem. Que venha ser de amanhã.

Abraço apertado meu querido!

Mai disse...

Laço quer fita...Eu colava fitas como marcadores de livros e sempre lembrava de quais mãos havia ganho cada uma.
Você falou de coisas boas. Fitas me lembram bons momentos.
Beijos, Poeta.

Dauri Batisti disse...

De fato, quem haveria de amarrar o presente? Talvez o amor presentifique o passado e o futuro num olhar, não prendendo nada.

Abraço.

Renata disse...

Márcio...
A vida está cheia de velhas fitas, muitas das quais nunca vamos conseguir nos desfazer...

Parabéns, lindo poema!

Mariah disse...

guarde as fitas e os papéis coloridos para os "presentes" do futuro...reciclagem!

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