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domingo, 3 de janeiro de 2010

Poema agreste

É um agreste
a pele ainda nua
cobrindo de lua
o que a noite oferece.

Mas é olhar no espelho
e nenhuma prece
chora o vazio das graças...

Nem tão maculada
é a legenda das coisas,
que meus olhos,
cheios de praça,

descobriram
no silêncio das pernas
que configuram
a beleza despida
de pano:

um dia,
a noite jaz o desespero
que a manhã
sem soluço

debruçou sobre
esse corpo
tombado de
tanto querer...

2 comentários:

Mai disse...

"...Vazio das graças...Olhos cheios de praça...silêncio das pernas..." Você está abundante, transborda emoção. Isto é estado de graça, Márcia.
Que te conserves assim, amigo.

Um beijo, saudades de ti, Poeta.

Beatriz disse...

lindo poema, parece delineado.
beijo poeta

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