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domingo, 5 de dezembro de 2010

Crueza

Neste verso oco,
aqui mesmo, onde arranho
minha mania de lavoro,
arranco as minúcias,
atravesso, meu bem,
mas não fujo,
não fujo, apenas
interropo um dia após o outro.
E na noite sem sorte,
e no caos imperfeito de mim,
estrangulo o verbo
e o faço tossir.
Depois, só depois percebo
que assassinei várias palavras
e as joguei nessa vala
interminável de verso...
É onde rezo um terço
ao fim obscuro do mundo,
onde captei mais que palavras,
captei o instante da vida
fragmentada de crueza e pó.

3 comentários:

Bella disse...

Lindo, lindoo os teus poemas! *--*
Adoro sua simplicidade nos verbos! *-*
Estou seguindo! :)

Lara Amaral disse...

A forma que vc capta o mundo transborda dessa sua alma de poeta sensível. Lindo, lindo tudo aqui!

Mai disse...

Mania de lavoro...adorei isto.

E a crueza... e a crueza?!

beijos

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