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domingo, 5 de dezembro de 2010

Lua nova

A lua nova,
que em mim transborda
cava essa cova,
incandescente
onde fertiliza
para o alto
lembranças de fevereiro.
Ferve agora diante
dos meus olhos
esse arrebol
na tecitura dos meus versos,
léxico do inacabado
onde mora, brando,
esse meu lado
irreversível de verbo.
Sou poeta e pranto,
um arroubo sem fim
e espanto
e durmo diante do mundo,
onde, fecundo,
fecho os olhos e sonho.

2 comentários:

Sam disse...

Gosto por demais das luas que arrebentam marés dentro de mim.

Beijo na alma.

Mai disse...

A lua nova e sua face curva e miúda.

bjos

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