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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

De que tamanho é meu sentir?

De que tamanho é o meu desespero nesse áspero eu, talhado em pedaços, áspero tempero, tragado dos meus passos, eu mascavo, doce e fel, liquidez dissolvida em meus cubos sólidos?

De que tamanho sou com você, um sonho somado, sou sem você, um tecido rasgado, sou sem você, um riso quebrado, sou com você, um lago inundado de imensidão?

De que tamanho sou, meu bem, nesse longe de nós, aqui, tempestade invasiva, eu a sós, esses nós em mim, em você, como ápice de um elo impregnante de verbo, de ser verbo, reverberando a razão de nos sermos?

De que tamanho sou uma manhã tão cedo, a respirar esses orvalhos seus de madrugada, esses lençóis guardados de sua ausência, aqui, meu tímido rio correndo a face, eu mero acaso de estar pedaço, um solto sem voz, estar envolto de seu abraço?

De que tamanho sou palhaço para me rir um aço de estar aqui, de estar você em minha presença, de ser essa anuência de validar meu riso nesse porvir?

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