Feed

Assine o Feed e receba os artigos por email

sábado, 8 de janeiro de 2011

Crônica de um desatento

Há algo de errado. Há um mundo desconhecido que perambula pelo meu cais. A cidade deserta cheia de crianças invisíveis. Todas sorriem. E você finge que não há nada além daquele horizonte cheio de pequenos riscos no céu. São gaivotas, meu bem! A estrela está cheia de verniz, seu sorriso está cheio de verniz, somente meus olhos pendem diante da noite. Aquele orvalho que desceu a montanha da minha face foi para condenar minha falta de trato comigo mesmo, ou com você. Porque essa canção, eu tenho certeza, é de amor meu bem. Há dias que percebo que ando meio estranho, há dias percebo que a tarde, que antes era esmaecida, agora é ornada de um arrebol, um mosaico de pequenas confusões em minha cabeça. Eu até tento ser normal, mas ainda desconfio que não tenho jeito com as coisas, meu coração é meio estrambelhado. Vou endereçar minha mania de bom moço aos que nem se importam com isso, pois a rabuja costumeira é companheira de horas e horas na mais completa ausência de mim, da realidade que existe, mas que teimo em camuflar com alguns versos e palavras. Desculpe-me você que não me entende, pois nem eu mesmo entendo. Desculpe-me você que acha que entende, pois eu também já achei, mas o fórmula mesmo da coisa é deixar fluir naturalmente, como diz uma música que eu mesmo fiz. É, de vez em quando canto, noutras horas rabisco coisas que vejo e sinto, em outros momentos, escrevo para as galáxias para ver se há alguma resposta no universo de algum ser que entenda a complexidade dos seres, da vida, da estrada, da poeira que se levanta da estrada. A estupidez da canção e do verbo está na forma abstrata de cantar e conjugar. Eu conjugo o verbo quase sempre no gerúndio, e canto da mesma forma sentindo. Acho que há alguns personagens que se parecem comigo, em algum lugar, em alguma estação. Para quem não se parece, peço ao menos que não faça julgamentos precipitados, pois sou normal, apesar da minha excentricidade.

Um comentário:

Sam disse...

“Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo” [Ana Jácomo]

Cada sorriso, é como uma pérola guardadinha numa ostra.
ta escondidinha, por "n" razões, mas quando resolver nascer, se fazer aos olhos do mundo, brilhar sob o sol... fica uma belezura que só ela.

E o seu sorriso, meu querido, é uma das partes mais bonitas de ti que carrego aqui, nesse meu coração.

Que ele, volte logo, então. O mundo precisa, diria mais, necessita de risos largos como os seus.

Abraço forrrrrrteeeeeeee!!!!!!!!!!
Te adoro e ó, não liga muito não pra algumas "besteiras" do mundo.

Passa.

Meu beijo pra você.

Arquivo do blog