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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Delírio

O que acontece
Quando a água fria
Desce
Pelo corpo
E abre estrias
Na pele em arrepios?
Há! Há! Há! Há! Há!
RIA!

Desperte este corpo estático, vibre e esvoace a fumaça que embaça o espelho. Não dê conselhos nem fale verdades das quais não acredita.

Vibre, sacoleje a pele pelo ar vão no vácuo do banheiro. Sinta o cheiro de âmbar-pele-coração que emanar dessa energia de lavar-se mutuamente com suas mãos, com sua vontade.

Os olhos fecham!
Medo!
Escuridão!
Por que você roubou minha visão?
Eu estava sujo,
Eu estava quente,
Você tirou-me a semente
Que germina em mim medo, desvario,
Proteção de coisas tais.

Eu não sou covarde. Arda-me a boca, me toque as vísceras estranguladas pelo meu medo, me conte um segredo nesse enredo perspicaz. Mas não jaze em mim pelo abandono, desentupa-me cano enferrujado, tão tenaz, tão desumano.

Sou o que você queria
Ria-me
É minha solidão.

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