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domingo, 7 de dezembro de 2008

Labirinto ancestral

O vento diz sobre a saudade,
Uma verdade isolada, que nos banha em cada canto.
O sonho produz em mim manchas dispersas
E faz sentido como uma libido distraída,
Dada à languidez dos dias,
Que regenera o costume, o ócio obtuso.

O belo inaugural da juventude,
Verdura cândida da inocência, quebra paradigmas de pedra.
O tamanho reduz a chance por ser apenas poeta menor,
Mas o verso, que é grande, cabe na palma da mão do mundo.
Faz sentido ser apenas mudo, ser sujeito imperfeito.
Poder-se-á ganhar algo notório, ilusório?

O sentido de tudo, apenas fuga da razão, está no amor.
Sentimento forte para alguns fracos,
E fraco para alguns fortes.
Paradoxos ancestrais das madrugadas vazias,
O parco brilho da noite.
Sobre o tempo, o tijolo da existência
Que cadencia o retrato no reflexo do nada.

Justificai, oh amores impossíveis, minha rudeza.
Salvai meus pesadelos da morte aniquilada.
Levai cada cidadão do mundo a receber um cálice desse veneno,
Sumo pequeno, da acidez de cada verbo.
O desleixo é o capricho desse estilo tão banal
E superlota meu coração com uma vontade de rasgar
Cada palavra com os alfinetes de significados
Que elas, meras escravas, produzem sem nenhum sentido.

Amor e saudade é o que me banha, é o que me enlameia
Durante meu passear pelos becos sem saída
Desse labirinto de lampejos chamado vida.

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