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sexta-feira, 11 de abril de 2008

A bolsa de chuva

Minha bolsa de chuva somente em noite turva carrega uva
Noite como um céu coberto com um véu esbranquiçado.
Ah! Lá onde o carteiro faz suas entregas há um mar...
Um mar de gente esperando contente o que tenho para entregar:
Uma gota bem geladinha de água fresca e limpa...
Sabe para quê?
Ora! Para refrescar.

E as uvas? Não diga que também há luvas?
Há luvas sim. Luvas em louvor das mãos cansadas
Mãos que carregam minhas alças pesadas,
Minhas calças rasgadas...
Uvas...

Pois é. Eu visto calças...
Calças calcinadas de um tom marrom.

Eu carrego um pouco do que visto,
E visto um pouco do que faço
E espalho por onde ando
Sem intenção em pesar,
Mas peso feito chuva fraca que não acaba.

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