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domingo, 6 de abril de 2008

Onde Estou?

Onde estou senão em cada lugar,
Em cada canto,
Em cada solidão que a vida teima em regar,
Em cada riso que o amor resolve plantar,
Em cada lágrima que resolve escorrer para dizer
O quanto sou fraco.
Onde estou senão na abundância,
Na pujança mais destacada de eu correndo com afinco,
Com destemida vontade de chegar a lugar algum.
Noites nuas clareando meus pensamentos,
Meus dilemas lembrando minha distância de mim.
Tempos de silêncio assaltam a razão para completar
A lacuna que é alimento da solidão.
Onde estou senão no vazio,
No medo corroendo a vida como verme voraz,
No segredo que teima em se revelar
Através de um olhar perdido na multidão
De ninguém.

Márcio Ahimsa

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