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domingo, 6 de abril de 2008

Reminiscências...

Qual é o tamanho da sua dor?
Talvez não saiba dizer se o dia está tranqüilo
E a vida seja boa ou ruim.
Há um garoto dentro de mim querendo fugir,
Querendo colher suas lágrimas e misturá-las com tintas de aquarela
Para desenhar fragmentos da alma.
A gente escolhe um rumo, a gente recolhe o sumo
E fabrica nossa ciranda nas melhores gargalhadas,
Mas a dor é outra coisa que corrói nosso peito
E que parece não ter jeito nem cura.
Somente procura sair quando nos lembramos de um abraço
Que valeu mais a pena que qualquer coisa.
A gente peleja, a gente sente um aperto que quer mais sufocar que resolver
E não há nada que acalme, senão o sentimento saciado,
A certeza, quase sempre incerta, do amor regado,
Da saudade que bate no coração de quem está sempre em nosso pensamento.
E fala: - Sinto tanto a sua falta.
É melhor que vencer, simplesmente, sorrir abobalhado como quem não
Sabe por quê.
A descrença é necessária, a saudade é necessária, a dor é necessária,
Pois que nada vale a pena se a pequenez da alma não é misturada
Com um pouco de solidão, de sofrimento, que é alimento
De dias felizes.

Márcio Ahimsa

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